Influenciadora parou no xilindró após a Operação Vérnix ligar seu nome a movimentações milionárias do PCC; bloqueio de bens é de “cair os butiá do bolso”
Foto: Reprodução

Parece que a vida de ostentação da advogada e influenciadora Deolane Bezerra sofreu um “revés” digno de quem esqueceu o guarda-chuva em dia de temporal em Curitiba. Na manhã desta quinta-feira (21), a Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo resolveram “dar uma dura” na famosa em sua residência em Alphaville. O motivo? A Operação Vérnix, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro que, segundo as autoridades, tem o dedo do PCC na jogada.

Desta vez, não teve “exxxquece” que desse jeito. A Justiça não quis saber de conversa fiada e já mandiou bloquear cerca de R$ 27 milhões das contas da influenciadora. Se ela achou que ia passar o dia de boa, se enganou feio: a operação ainda levou embora 39 carros de luxo. É tanto veículo caro apreendido que o pátio da polícia ficou parecendo revendedora de bacana na Avenida Batel.

O rolo é grande e o esquema é “tanso”

Segundo o MP, a história não é de hoje e o esquema é mais enrolado que linha de carretilha. Confira os principais pontos da encrenca:

  • O “Caminho das Índias”: As investigações apontam que uma transportadora de Presidente Venceslau era usada para “esquentar” o dinheiro da facção ligada à família do Marcola.

  • Depósitos Suspeitos: Deolane teria recebido uma “penca” de depósitos fracionados entre 2018 e 2021, somando quase R$ 700 mil. A polícia diz que os valores são totalmente incompatíveis com a realidade.

  • O Operador: Everton de Souza, o tal do “Player”, também foi em cana. Ele é apontado como o cara que cuidava do caixa e distribuía o “pila” para as contas laranjas.

“A análise financeira identificou dezenas de transferências que, juntas, somam uma dinheirama enviada até por suspeitos lá da Bahia.”

Bens bloqueados: de “cair os butiá do bolso”

Se a intenção era ostentar, o plano fez “água”. O montante total de bens bloqueados pela Justiça na operação ultrapassa os R$ 357 milhões. Além da Deolane, um influenciador que seria seu “filho de criação” e um contador também entraram na dança e foram alvos de busca e apreensão.

As investigações começaram lá em 2019, quando acharam uns bilhetinhos suspeitos com presos na Penitenciária II de Presidente Venceslau. O que era pra ser segredo acabou virando o mapa da mina para a polícia.

Agora, resta saber se a doutora vai conseguir sair dessa “vorta” ou se vai ter que trocar o champanhe pelo refresco de saquinho por um bom tempo. O fato é que, para quem vivia no brilho, a situação ficou mais feia que encoxar a avó no tanque.

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