Diretoria da Alep recorre ao STJ para derrubar decisão que travou o processo ético contra o deputado e avisa que o Legislativo não pode ficar de braços cruzados esperando a Justiça mandar na sua casa
Foto: Valdir Amaral/Alep

Pensou que a novela da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) tinha tirado férias? Que nada, piá! O quiproquó político mais falado dos últimos tempos ganhou um capítulo digno de deixar qualquer um com a cabeça fervendo. A Mesa Diretora da Casa protocolou, nesta terça-feira (16), um pedido direto no Superior Tribunal de Justiça (STJ) lá em Brasília para dar um “vaza” na decisão liminar do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) que tinha mandado parar o Processo Ético-Disciplinar contra o deputado Renato Freitas.

Para quem estava por fora da fofoca, o desembargador Rogério Luis Nielsen Kanayama tinha assinado um despacho mandando congelar toda a função, alegando segredo de justiça. Mas os deputados aqui do Paraná não quiseram saber de lero-lero e foram recorrer na instância superior para que o plenário possa, finalmente, votar o Projeto de Resolução nº 7/2026.

“Não venha meter o bedelho na nossa horta!”

A bronca da Assembleia é que essa liminar do tribunal paranaense foi uma baita interferência indevida na autonomia do Poder Legislativo. No documento enviado ao STJ, a Alep argumentou que cada macaco deve ficar no seu galho e que o Judiciário não pode meter o bedelho nas atribuições constitucionais da Casa, principalmente quando o assunto é puxar a orelha e disciplinar os seus próprios parlamentares por meio do Conselho de Ética e da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

A bronca dos deputados: Manter esse processo na geladeira é o mesmo que tirar a autoridade dos parlamentares de resolver as tretas internas. Por isso, o pedido busca restabelecer a plena eficácia de tudo o que o Conselho de Ética já tinha carimbado.

Harmonia sim, mas sem passar vergonha

Apesar do pé de guerra jurídico, a Assembleia soltou aquela nota caprichada na elegância, reafirmando que respeita o devido processo legal e as decisões judiciais, e que preza pela independência e harmonia entre os Poderes. Mas, claro, deixou bem claro que harmonia não significa aceitar qualquer canetada sem chiar no pé do caboclo.

Agora, a bola está com os ministros do STJ em Brasília. Resta saber se eles vão dar razão para a Alep voltar a debater o enrosco de Renato Freitas ou se o processo vai continuar trancado a sete chaves na gaveta do segredo de justiça. Segura a ansiedade, porque essa peleia ainda vai dar muito pano pra manga!

Deixe comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos necessários são marcados com *.