Obra de R$ 400 milhões bota o ferry-boat no chinelo, garante travessia em dois minutos e promete dar um gás no turismo e na piazada da região 
Foto: Roberto Dziura Jr/AEN

GUARATUBA – O que parecia uma lenda urbana ou conversa para boi dormir finalmente virou realidade. Nesta sexta-feira (1º), o governador Carlos Massa Ratinho Junior entregou a Ponte de Guaratuba, botando um ponto final em uma espera que já durava mais de meio século. Para quem estava acostumado a mofar na fila do ferry-boat, a novidade chega para mudar o prumo do Litoral paranaense.

“Hoje é um dia daqueles que marcam a vida de gerações. É o dia onde a perseverança venceu o que diziam ser impossível”, afirmou o governador, visivelmente satisfeito com a entrega do “presentão” para os paranaenses.

Vapt-vupt na travessia

Com 1.240 metros de extensão, a estrutura não é qualquer coisinha, não. São quatro faixas de tráfego, ciclovia e calçada para os pedestres. O investimento passou dos R$ 400 milhões, mas o retorno é imediato: o trajeto entre Guaratuba e Matinhos, que antes dependia da paciência de Jó para encarar a balsa, agora será feito em cerca de dois minutos.

O governador destacou que a obra só saiu do papel porque o Estado não “arregou” diante dos entraves. “Foi um caminho árduo para vencermos a burocracia, discussões ambientais e interesses econômicos. Mas hoje é uma vitória da nossa gente”, disse Ratinho Junior.

Litoral de cara nova

A ponte nem bem abriu e o movimento já está uma “fuzarca” positiva para a economia. Segundo o Governo, a confiança na obra já fez brotar mais de 40 novos prédios em Guaratuba. O plano é colocar o Paraná de vez no mapa do turismo nacional, atraindo gente de todo canto para gastar seus “reais” no comércio local, hotéis e restaurantes.

“A partir de amanhã, teremos uma nova página no Litoral. Essa obra nos dá a oportunidade de mudar a história da região”, reforçou o governador.

No gás: entrega antes do prazo

Um detalhe que chamou a atenção de quem acompanhava a obra foi a rapidez. O consórcio não ficou “moscando”: com cerca de mil operários trabalhando 24 horas por dia, a ponte ficou pronta em um ano, 11 meses e 29 dias — bem antes dos três anos previstos inicialmente.

O governador ligou o sucesso da empreitada ao planejamento rigoroso e à parceria com órgãos como a Assembleia Legislativa e o Tribunal de Justiça, que ajudaram a destravar os “nós” jurídicos e ambientais que travavam o projeto há décadas.

O que muda na prática:

  • Tempo: De uma espera incerta no ferry-boat para apenas 2 minutos de travessia.

  • Estrutura: 1,2 km de ponte com segurança para carros, bikes e pedestres.

  • Emprego: Impulso na construção civil e no setor hoteleiro de Matinhos e Guaratuba.

  • Desenvolvimento: Integração definitiva do Litoral Sul com o restante do estado.

Com a fita cortada, a Ponte de Guaratuba deixa de ser um sonho de piazinho para se tornar o novo símbolo da infraestrutura do Paraná, prometendo transformar o Litoral em um verdadeiro “brinco” para os turistas e moradores.

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