Estado ganha quase 700 mil idosos em pouco mais de uma década enquanto população jovem encolhe e confirma que o tempo realmente passa para todo mundo inclusive para as estatísticas
IRATI, GRUPO DE IDOSO DO CENTRO DE CONVIVENCIA (Foto: Valdelino Pontes/SECID)

O Paraná está oficialmente ficando mais experiente. Muito mais. Segundo dados do IBGE, o número de pessoas com 60 anos ou mais cresceu impressionantes 55,42% entre 2012 e 2025. Na prática, isso significa sair de 1,28 milhão para quase 2 milhões de idosos. Um salto que mostra que, no estado, envelhecer não é só tendência, é praticamente um projeto coletivo.

Enquanto isso, do outro lado da história, a juventude resolveu diminuir de tamanho. A população de 0 a 24 anos caiu 7,83% no mesmo período. Em números absolutos, são centenas de milhares de jovens a menos — o que pode explicar por que algumas filas estão mais rápidas e alguns bailes, um pouco mais tranquilos.

O grupo de 15 a 19 anos foi o que mais encolheu, com uma queda de 19,2%. Ou seja, além de menos jovens, eles também estão mais raros do que Wi-Fi bom em rodoviária.

Já entre os adultos e idosos, o crescimento foi constante e animado. As faixas de 60 a 64 anos e de 70 a 74 anos dispararam, com aumentos de 58,5% e 78,5%, respectivamente. Um avanço que deixa claro que o Paraná não só está envelhecendo, como está fazendo isso em grande estilo e em ritmo acelerado.

Diante desse cenário, o Estado resolveu se preparar. Virou referência em políticas públicas para a terceira idade e até conquistou o título de “Estado Amigo da Pessoa Idosa” pela OMS. Um reconhecimento que basicamente diz que, se é para envelhecer, que seja com algum conforto e dignidade — e, se possível, com menos fila e mais respeito.

Programas como o Paraná Amigo da Pessoa Idosa, com mais de R$ 113 milhões em investimentos, tentam dar conta do recado. Há também iniciativas como condomínios exclusivos para idosos, auxílio financeiro para compra da casa própria e até bolsa para cuidadores familiares. Porque, no fim das contas, alguém precisa cuidar de quem já cuidou de todo mundo.

E os números não param por aí. O Paraná soma 4,5 milhões de domicílios, com média de 2,6 pessoas por casa — o que indica que as famílias estão menores, talvez mais silenciosas e, quem sabe, com menos discussão sobre quem vai lavar a louça.

Outro dado curioso é que 68,3% dos domicílios têm carro. Ou seja, mesmo com menos gente por casa, o trânsito continua firme e forte, provando que algumas tradições nunca envelhecem.

No cenário geral, o Estado segue como o quinto mais populoso do Brasil, com 11,9 milhões de habitantes. E as mulheres, cada vez mais protagonistas, já são maioria e lideram um número crescente de lares — porque, claramente, alguém precisa manter tudo funcionando enquanto a demografia muda.

No fim das contas, o retrato é claro: o Paraná está amadurecendo. E rápido. A juventude diminui, a experiência cresce e o futuro aponta para um estado onde a sabedoria vem acompanhada de políticas públicas, planejamento… e, com sorte, joelhos que ainda colaborem.

Porque envelhecer pode até ser inevitável. Mas, pelo visto, no Paraná, virou estatística de destaque.

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