Após vexame histórico contra a Noruega nas oitavas, técnico italiano faz a linha “piazão do djanho” e diz que a derrota na verdade é o começo de um novo ciclo com amistosos na “baixa da égua”

 Se você achou que o domingo de futebol da Seleção Brasileira foi uma tora de vergonha, saiba que o técnico Carlo Ancelotti discorda totalmente. Direto dos Estados Unidos, o comandante italiano destilou uma positividade que chega a dar gastura no torcedor mais paciente. Para ele, o Brasil merecia ter ganho da Noruega, e a eliminação precoce nas oitavas de final da Copa do Mundo — a pior desde 1990 — foi apenas uma “experiência bonita”. É de cair os butiá do bolso.

O Brasil perdeu por 2 a 1, graças a dois gols de Erling Haaland, um grandalhão que parecia um monstrorga no meio da defesa brasileira. Enquanto a Noruega trocou o dobro de passes (581 contra 291), a Seleção resolveu jogar recuada, bem mocoronga, esperando um milagre no contra-ataque. Mas Ancelotti jurou de pé junto que o jogo estava sob controle.

“Nós, durante 70 minutos, tivemos o jogo sob controle. Mas o Haaland acabou decidindo”, filosofou o técnico, com uma calma de quem não precisa pegar o ônibus Interbairros II lotado na segunda-feira.

O mistério do pênalti e a estatística “vazada”

O torcedor que assistiu à partida ficou jururu logo no começo do jogo. O volante Bruno Guimarães, em vez de dar uma bifa na bola, resolveu cobrar um pênalti de forma lamentável, quando o placar ainda estava no zero a zero. Todo mundo se perguntou por que raios o Vinícius Júnior não bateu.

Ancelotti, com a sua tradicional sobrancelha erguida, explicou que eles passaram um ano fazendo planilhas e cálculos complexos. Segundo o treinador, a ordem dos batedores era Neymar (que não estava em campo), Igor Thiago, Raphinha e só então o Bruno.

“Pensamos no que era melhor em campo”, justificou. Pelo visto, a estatística da comissão técnica veio direto de um computador tanso, porque o resultado foi de chorar no pé do ouvido.

“Segue reto toda vida” rumo a 2030

Apesar do fiasco que deixou o país inteiro de cara de tacho, a Confederação Brasileira de Futebol já tinha renovado o contrato do italiano até 2030. Ou seja, Ancelotti não vai dar no pé tão cedo. Ele já está de olho no próximo Mundial e garantiu que “uma derrota é também um começo”.

Para iniciar esse “novo ciclo” de forma bem exótica, a seleção vai jogar dois amistosos em setembro lá na Austrália, na baixa da égua, contra os donos da casa. Resta saber se até lá o futebol do Brasil acorda ou se vai continuar essa inhaca que quase matou o torcedor de doidice neste domingo. É bom irem se acostumando, porque o projeto 2030 vai seguir reto toda vida.

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