No G7, presidente chora as pitangas com líderes europeus para evitar que churrasco brasileiro seja barrado
Foto: Ricardo Stuckert

Se você achava que a vida de presidente era só banquete e tapete vermelho, olhe o tamanho do rebu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi tentar resolver nesta terça-feira (16) lá em Évian, na França. Aproveitando que foi convidado para a Cúpula do G7, Lula colou na presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e no presidente do Conselho Europeu, António Costa, para tentar dar um migué nas regras deles e salvar as nossas exportações.

O negócio é o seguinte, daí: os gringos europeus decidiram meter o bedelho e proibiram a importação de carnes, tripas, peixe e até do mel produzido no Brasil. Motivo? Eles cismaram que nossos produtores usam uns remédios antimicrobianos nos bichos e que a gente não provou que a nossa carne é limpa. Se ninguém desatar esse nó, a partir de 3 de setembro o veto entra em vigor e a nossa economia vai levar um piau daqueles.

Para não deixar o comércio brasileiro fubricado, Lula usou toda a sua lábia. Prometeu que o Itamaraty vai trabalhar junto com os funcionários europeus para “identificar as dificuldades”. Nas redes sociais, o presidente garantiu que vai buscar soluções que acalmem os nervos deles sobre a parte sanitária e a proteção do aço, mas sem esquecer dos nossos interesses.

Vai dar jogo ou é conversa mole?

A verdade é que os europeus são cheios de pantim e exigências. Eles alegam que o Brasil não conseguiu comprovar os padrões sanitários logo após a entrada em vigor do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. É mole?

O governo brasileiro corre contra o tempo para provar que nosso gado é de primeira e que a bronca dos gringos é puro exagero.

Se essa conversa em Évian vai funcionar ou se foi só um atentado diplomático para inglês ver, ainda não sabemos. Mas se a Europa não voltar atrás, é de cair os butiá do bolso dos pecuaristas brasileiros, que vão ficar com um baita estoque encalhado. O jeito agora é esperar para ver se a patota da União Europeia aceita o acerto ou se vai continuar fazendo reco-reco com as nossas carnes.

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