Nem com reza braba: DPU tenta livrar Eduardo Bolsonaro em julgamento no STF
Defensor diz que ex-deputado fez apenas “interlocução política” e pede anulação de processo

Olha, o clima esquentou na Primeira Turma do STF nesta terça-feira (16). Sabe aquele rolo do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, acusado de articular um verdadeiro tarifaço dos EUA contra o próprio Brasil que a oposição diz que foi só para tentar salvar a pele do pai? Pois é. O defensor público federal Esdras dos Santos Carvalho subiu à tribuna e, num malabarismo , pediu a absolvição do homem.
Segundo a PGR, Eduardo deu uma de “atentado” e incentivou Donald Trump a meter taxas nas nossas exportações, revogar vistos de ministros e até aplicar sanções pesadas da Lei Magnitsky. Tudo isso para melar a condenação de Jair Bolsonaro no caso da trama golpista. Mas, para a DPU, o filho do ex-presidente não teve nada a ver com o peixe. O defensor jurou de pé junto que Eduardo não manda nada na Casa Branca e que tudo não passou de uma simples “interlocução política”. Ou seja, o piá estava só jogando conversa fora, daí.
“Eduardo não teve poder de decisão sobre a política externa dos Estados Unidos, não integra o governo norte-americano e não exerce função pública naquele país”, largou Esdras.
Para completar o rebu, o defensor ainda tentou puxar o tapete do relator, ministro Alexandre de Moraes. Esdras argumentou que Moraes está impedido de julgar o caso porque foi uma das vítimas do cancelamento de vistos. É aquela velha história: “se o juiz é parte do angu, não pode mexer a panela”.
Sumido no mundo
A DPU também chorou as pitangas dizendo que o processo está todo “fubricado” porque Eduardo deveria ter sido notificado por carta rogatória lá nos States, e não por edital. O STF até tentou achar o ex-parlamentar, mas ele deu um “migué” coletivo, não indicou advogado e sumiu do mapa. Desde o ano passado, ele está morando em solo americano e perdeu o mandato na Câmara simplesmente porque “vazou” e parou de ir trabalhar. É de cair os butiá do bolso!
Agora, a batata está assando. Depois do discurso da defesa, a palavra ficou com Alexandre de Moraes, que vai abrir a votação. Na sequência, os ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e o presidente do colegiado, Flávio Dino, vão dizer se aceitam os argumentos ou se mandam a conta para o ex-deputado pagar. Vamos ver se esse migué vai colar ou se o ex-parlamentar vai levar um “piau” do Supremo.



